A empresa que quase quebrou crescendo

A empresa que quase quebrou crescendo…

Em dois anos, triplicaram o faturamento. No terceiro, não conseguiam pagar os fornecedores. Parece contraditório, mas é mais comum do que você imagina.

O empresário estava celebrando.

Ano 1: R$ 6 milhões de faturamento. Ano 2: R$ 18 milhões. Carteira de clientes crescendo, equipe dobrando de tamanho, projetos grandes chegando. Todo mundo elogiava. “Sua empresa está bombando!”, era um discurso recorrente.

Por fora, parecia sucesso. Por dentro, estava sangrando. Porque cada venda nova significava mais prazo para receber.

Cada cliente grande exigia 60, 90 dias. Enquanto isso, fornecedor queria, no máximo, 30. Folha de pagamento não esperava. Aluguéis venciam todo mês. Ele vendia mais, faturava mais e tinha menos dinheiro disponível. O caixa não acompanhava o crescimento.

Até que em um dia, ligou para o fornecedor principal e ouviu: “ou paga essa semana ou cortamos o fornecimento.”. Não tinha como pagar. Tinha R$ 4 milhões para receber nos próximos 60 dias. Mas tinha R$ 800 mil para pagar na semana.

Recorreu ao banco. Empréstimo com juros altos, porque precisava urgente. Pagou o fornecedor.

No mês seguinte, mesma situação. Mais empréstimo. E de novo. E de novo. Até que os juros consumiram a margem. A empresa crescia, mas o lucro evaporava em financiamento de capital de giro.

Ele percebeu tarde que crescimento sem estrutura financeira não é sucesso. É armadilha!

Parou. Recusou projetos grandes que pagavam em 90 dias. Renegociou prazos com fornecedores e clientes antigos. Priorizou contratos menores, mas que pagavam em até 30 dias. A empresa parou de crescer em faturamento. Mas começou a respirar. Pela primeira vez, em meses, tinha caixa positivo.

Conseguiu pagar fornecedor sem correr para o banco. Dormiu sem pensar em boleto vencido.

Aprendeu que crescer rápido é fácil. Crescer saudável é outra história.

Hoje, ele tem um filtro antes de aceitar qualquer projeto: “esse cliente melhora ou piora meu fluxo de caixa?”. Se piora, não entra. Porque entendeu que empresa que cresce sem caixa não está crescendo. Está apenas adiando a quebra.

Você já conheceu alguma empresa que cresceu em faturamento, mas quebrou em função do caixa? Como a sua empresa se prepara para crescer de maneira sustentável?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima