Quando o consultor saiu da sala, o CEO percebeu que tinha perdido R$ 340 mil


Reunião de segunda-feira, 9h…

O consultor de transformação digital apresenta o roadmap. 124 slides. Jornada do cliente mapeada. Inteligência artificial integrada. Automação de ponta a ponta.

O CEO olha para aquilo e pensa: “É exatamente o que eu preciso.”. Assina o contrato. Seis meses depois, a empresa tem um dashboard que ninguém usa, uma ferramenta de CRM que a equipe boicota e uma conta de R$ 340 mil paga.

O consultor some. O problema continua.

A transformação digital virou fetiche corporativo. Todo mundo quer. Poucos entendem o que precisa. Porque existe uma diferença brutal entre tecnologia bonita e tecnologia que funciona. Ou seja, entre o que impressiona em apresentação e o que resolve na operação.

O CEO de uma indústria familiar me contou outro dia: “Comprei um sistema de gestão completo. Integrado. Moderno. A equipe odiou. Voltamos para a planilha.”.

Perguntei o porquê. Ele respondeu: “Porque ninguém perguntou como a gente trabalha de verdade.”.

Transformação digital pragmática começa pelo avesso. Não começa pela ferramenta. Começa pelo problema real.

Qual processo vem travando seu crescimento? Onde sua equipe perde tempo que não deveria perder? Qual gargalo impede você de escalar sem contratar dez pessoas?

A resposta não está no slide 87 de uma consultoria. Está na sua operação. No chão de fábrica. No dia a dia comercial. Na área de vendas do supermercado. Na rotina administrativa que você conhece melhor que ninguém.

Tecnologia não é troféu. É ferramenta. E ferramenta boa é aquela que sua equipe usa sem manual de 200 páginas. Que resolve um problema específico. Que cabe no orçamento. Que pode crescer quando você crescer.

Vi empresas transformarem operações inteiras com três automações simples. E vi outras gastarem milhões em plataformas que viraram elefantes brancos digitais.

A diferença?

Uma começou resolvendo o que doía. A outra começou comprando o que brilhava.

Transformação digital de verdade não precisa de fogos de artifício. Precisa de diagnóstico honesto. De implementação gradual. De tecnologia que conversa com sua realidade, não com o sonho do fornecedor.

Seu negócio não precisa de tudo que existe. Precisa do que funciona para ele. E, talvez, a pergunta certa não seja “qual tecnologia está na moda?”, mas, sim: “qual problema eu preciso resolver essa semana para crescer no próximo trimestre?”.

Pense nisso!

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