Líder que ainda dirige olhando pelo retrovisor vai errar a curva

Líder que ainda dirige olhando pelo retrovisor vai errar a curva.

Há uma crise silenciosa nas lideranças, atualmente.

Não é crise de competência técnica. Não é crise de experiência. É crise de método: líderes tentando responder perguntas novas com respostas antigas.

Nem está funcionando, nem vai rolar. Não vai rolar mesmo!

O mundo corporativo de hoje não se comporta como o de alguns anos atrás. Os times não funcionam igual. Os mercados não respondem igual. Os talentos não ficam pelos mesmos motivos. Mas muitas lideranças ainda operam como se o mapa antigo fosse suficiente para um território que mudou completamente.

Existe uma imagem que traduz isso com precisão cirúrgica. Uma analogia que gosto muito.

Imagine o(a) líder é como um(a) motorista. Quando ele(a) olha pelo retrovisor, tudo é nítido, cada curva, cada referência, cada ponto por onde passou. A paisagem do passado é clara, conhecida, confortável.

Mas quando olha pelo para-brisa, a estrada à frente está encoberta, nebulosa. E o que aparece adiante não tem, necessariamente, nenhuma semelhança com o que ficou para trás.

O problema não é a neblina. O problema é o(a) líder que insiste em usar o retrovisor para avançar por um caminho que só o para-brisa pode mostrar.

Isso quer dizer que não dá para planejar o futuro com base no passado, que serve de exemplo, de lição, de aprendizado. Mas não serve de GPS para o que ainda não existia.

Liderar com visão de futuro exige uma mudança de postura que vai além de fazer cursos ou ler tendências. Exige ouvir quem está mais perto do problema: as equipes. Exige montar times competentes com perfis diferentes, experiências diversas e múltiplas perspectivas. Não por diversidade como pauta, mas porque problema complexo, raramente, tem solução homogênea.

Quanto mais diversa a equipe, maior o repertório de respostas possíveis.

Líder que tem todas as respostas está ficando obsoleto(a). Não porque errou no passado. Muitas vezes, foi exatamente esse perfil que construiu o que existe nos dias de hoje. Mas porque o contexto mudou, e o que funcionava como diferencial virou limitação. A segurança de quem sempre soube as respostas pode ser, agora, o maior obstáculo para encontrar soluções inéditas.

Líder que sabe fazer as perguntas certas, e que cria condições para que a equipe encontre as melhores soluções, é o que a complexidade atual exige.

Não é fraqueza não saber. É inteligência saber quem sabe.

Se você é líder, as perguntas que ficam não são sobre o mercado, nem sobre a equipe. São sobre você!

As respostas que você tem dado ainda correspondem às perguntas que o seu negócio está fazendo?

Qual foi a última vez que uma resposta veio da sua equipe e não de você?

Pense nisso!

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