O CEO tem um plano estratégico de 5 anos guardado na gaveta há 9 meses

Segunda-feira, 7h30…

O CEO chega ao escritório. Antes de sentar-se, três problemas já estão esperando: fornecedor atrasou entrega, cliente ameaça cancelar contrato e funcionário-chave pediu demissão.

Ele respira fundo. Abre a agenda. Tinha bloqueado a manhã inteira para revisar o planejamento estratégico. Cancela. Novamente!

Semana passada foi a mesma coisa. Mês passado, idem. O plano estratégico continua lá. Impecável no PowerPoint. Intocado na realidade. Porque a empresa não para de pegar fogo, com ele virando bombeiro em tempo integral.

A frustração não é não saber para onde ir. É saber, exatamente, para onde deveria ir e não conseguir dar um passo na direção certa. Motivo: o urgente sequestra o importante todos os dias. No final do mês, ele olha para trás e percebe: resolveu 67 problemas, mas avançou zero em estratégia.

Conheço um empresário que já faz três anos que quer reestruturar a área comercial. Três anos! Mas toda semana aparece algo que precisa ser resolvido, urgentemente. Nesse período, a sua empresa cresceu 42%, mas poderia ter dobrado de tamanho, se tivesse feito o que sabia que precisava fazer. Infelizmente, esse tipo de situação é mais comum do que deveria.

O urgente é sedutor. Ele grita. Ele ameaça. Ele dá a sensação imediata de produtividade. Você apaga o incêndio e sente que fez algo. Mas estratégia não grita. Ela sussurra. Fica quieta enquanto você corre de reunião em reunião resolvendo crises que nem deveriam existir.

A verdade desconfortável: muitos incêndios que você apaga, hoje, são consequências diretas do estratégico que você não fez no ano passado. Processos que não foram estruturados. Pessoas que não foram desenvolvidas. Sistemas que não foram implementados. O urgente de hoje é filho do estratégico que você adiou ontem.

Já vi muito(a)s empresário(a)s e executivo(a)s trabalhando 70 horas por semana. Pessoas ocupadas, mas não produtivas. Reagindo, mas não construindo.

E a empresa? Cresce bem abaixo do potencial, pois crescimento real não vem de apagar incêndio. Vem de construir estrutura que impede o fogo de começar.

Sair da tirania do urgente não é questão de tempo. É questão de decisão. Decidir que estratégia não é luxo para quando sobrar tempo. É prioridade inegociável. Mesmo que tenha incêndio aceso. Se você esperar o dia sem urgência para trabalhar o estratégico, esse dia nunca chegará.

Seu calendário da semana que vem já está lotado de urgências? Ou você bloqueou pelo menos cinco horas intocáveis para trabalhar no que realmente vai levar sua empresa para frente?

Pense nisso!

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